sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sócrates - Para quem ainda não conhece a História.

Discurso em sua própria defesa.

Filósofo aceita a sua condenação à morte, com palavras que são a maior evidência da sua grandeza ética e do seu gênio.

Sócrates é uma dessas figuras imperecíveis da história, que acabou por ir além de sua vida terrena e erigir-se num símbolo. O homem de carne e osso, o cidadão ateniense, nasceu no ano de 469 a.C. e foi condenado a morte no ano de 399 a.C.
Criou, em torno de si um escola (no sentido intelectual e não material do termo) a qual acorriam os jovens atenienses que se interessavam pela busca do
conhecimento filosófico. Um destes jovens era Platão, seu principal discípulo, e a quem devemos o registro escrito do pensamento de Sócrates: Os Diálogos.
Filho de uma parteira, costuma-se associar seu método de pensar e ensinar, ao processo de parto: ajudar a natureza a dar a luz à criança.
Sua forma de ensinar, pelo constante questionamento das afirmações e da busca do seu significado, a partir de indagações intelectualmente provocadoras, equivalia ao processo de ajudar a natureza do discípulo (sua mente) a extrair, de dentro de si mesmo, o conhecimento verdadeiro.
Em outras palavras, “um parto espiritual”.
Sócrates ensinava pelo uso da palavra falada. Não deixou nada escrito. Seus discípulos, sobretudo Platão fez isso, ao expor e desenvolver as ideias do mestre. Sócrates foi imortalizado pela obra de Platão, e por sua morte  resultante de julgamento público, pela acusação de: “Corromper as mentes dos jovens e acreditar em deuses de sua própria invenção, ao invés dos deuses reconhecidos pelo estado”.
É no diálogo platônico denominado Apologia, transcrição da defesa de Sócrates, que se encontra uma detalhada descrição da forma como vivia e das convicções que possuía.
A morte de Sócrates causou uma marca profunda em todos os seus discípulos porque, ao rejeitar qualquer concessão ou acordo, deu o exemplo pessoal, confirmado por sua morte, de um pensador que levava a coerência intelectual tão a sério que estava disposto a morrer, para dela não abdicar.
Conta-se que Aristóteles (que foi discípulo de Platão) estando para ser preso em Atenas, fugiu da cidade. Questionado por sua atitude, totalmente oposta à de Sócrates, ele teria respondido: “Não vou permitir que se cometa um segundo crime contra a filosofia”.
O trecho do discurso de defesa, transcrito nesta coluna, foi extraído da Apologia. Nele, as palavras com que aceita a condenação à morte, são em si mesma a maior evidência da sua grandeza ética e do seu gênio. Pelas circunstâncias da morte (sacrifício imposto por sua própria consciência), assim como pelos diálogos platônicos, onde seu pensamento é exposto por
ninguém menos que o genial Platão, Sócrates permanece, de 469 a.C. aos nossos dias, o alicerce sobre o qual se edificou, ao longo dos séculos, o edifício da cultura ocidental.
Socrates era um pensador que levava a coerência intelectual tão a sério que estava disposto a morrer, para dela não abdicar.

O discurso

Bem cavalheiros, em troca de uma pequena economia de tempo, vocês vão ganhar a reputação e a culpa, da parte daqueles que desejam desprestigiar nossa cidade, de ter imposto a morte a Sócrates, aquele “sábio homem”. Por
que essas pessoas que querem vos difamar, vão dizer que eu sou um sábio, ainda que eu não o seja.
Se tivessem esperado um pouco mais, conseguiriam o que querem pelo curso natural das coisas. Vocês podem ver que estou avançado em anos de vida, e próximo da morte. Digo isso não para todos vocês, mas sim para os que votaram pela minha execução, e eu ainda tenho algo mais a dizer a eles.
Sem dúvida pensais que fui condenado por falta daqueles argumentos que eu poderia ter usado, se eu pensasse que era justo não deixar nada por dizer ou por fazer, para garantir a minha absolvição.
Nada mais distante da verdade.
Não foi a falta de argumentos que causou a minha condenação, e sim a desfaçatez, a ousadia e a falta de pudor dos meus julgadores, assim como o fato de que me recusei a dirigir-me a vocês da maneira que mais prazer lhes daria.
Eles gostariam de ouvir meu choro e meus lamentos, fazendo e dizendo todo o tipo de coisas que eu considero indignas de mim, mas que vocês estão habituados a ouvir de outras pessoas.
Mas eu não admito que devesse recorrer ao servilismo porque estava em perigo, e não me arrependo agora de ter-me assim defendido. Prefiro muito mais a morte como resultado desta defesa, do que viver por ter agido da outra forma. Num Tribunal, como na guerra, nem eu nem ninguém deve usar suas artimanhas para escapar da morte a qualquer custo.
Nas guerras, muitas vezes é óbvio que se pode escapar de ser morto, entregando suas armas e a si mesmo à misericórdia dos seus inimigos. Em qualquer tipo de perigo, há sempre muitos meios de escapar à morte, se você for suficientemente sem escrúpulos para não ser fiel a nada nem a ninguém.
O difícil não é evitar a morte, mas sim, evitar proceder mal. (.....) Assim sairemos daqui: eu julgado por vós digno de morte; eles julgados pela verdade, culpados de impostura e de injustiça.(....)
Quanto ao futuro, quero fazer uma previsão aos que me condenaram.
Encontro-me naquele momento de uma vida, em que o dom da profecia está mais ao alcance dos homens: um pouco antes de morrer. (.....)
Eu afirmo a vocês, meus carrascos, que, tão pronto esteja morto, a vingança fará tombar sobre vocês, uma punição bem mais dolorosa do que a minha morte.
Vocês me condenaram à morte na crença de que, por meio dela, se livrarão da crítica à sua conduta, mas eu afirmo, o resultado será exatamente o oposto. (....)
Se vocês esperam que cesse a denúncia da sua maneira errada de viver, condenando as pessoas à morte, existe algo de muito errado no seu raciocínio. Esta forma de escapar à crítica não é nem possível nem honrosa.
Melhor forma, e a mais fácil não é calando a boca de outros, mas tornarem-se pessoas justas.
Esta é a minha última mensagem aos que me condenaram. (....)
Mas eis que chegou a hora de partir, eu para morrer, vós para viver.
Qual de nós terá melhor sorte? Ninguém o sabe, somente Deus.

Texto introdutório de Francisco Ferraz

segunda-feira, 16 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

...uma grande verdade.

O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica.
Norman Vincent Peale - 1898 - 1993

O Centésimo Macaco - O Inconsciente Coletivo


O macaco japonês Macaca Fuscata vinha sendo observado há mais de trinta anos em estado natural.
Em 1952, os cientistas jogaram batatas-doces cruas nas praias da ilha de Kochima para os macacos.
Eles apreciaram o sabor das batatas-doces, mas acharam desagradável o da areia.

 Uma fêmea de um ano e meio, chamada Imo, descobriu que lavar as batatas num rio próximo resolvia o problema. E ensinou o truque à sua mãe.
Seus companheiros também aprenderam a novidade e a ensinaram às respectivas mães.

Aos olhos dos cientistas, essa inovação cultural foi gradualmente assimilada por vários macacos.
Entre 1952 e 1958 todos os macacos jovens aprenderam a lavar a areia das batatas-doces para torná-las mais gostosas.
Só os adultos que imitaram os filhos aprenderam este avanço social.
Outros adultos continuaram comendo batata-doce com areia. Foi então que aconteceu uma coisa surpreendente.
No outono de 1958, na ilha de Kochima, alguns macacos – não se sabe ao certo quantos – lavavam suas batatas-doces.
 
Vamos supor que, um dia, ao nascer do sol, noventa e nove macacos da ilha de Kochima já tivessem aprendido a lavar as batatas-doces. Vamos continuar supondo que, ainda nessa manhã,
Um centésimo macaco tivesse feito uso dessa prática.
Então aconteceu!
Nessa tarde, quase todo o bando já lavava as batatas-doces antes de comer.
O acréscimo de energia desse centésimo macaco rompeu, de alguma forma, uma barreira ideológica!

Mas veja só:
Os cientistas observaram uma coisa deveras surpreendente:
O hábito de lavar as batatas-doces havia atravessado o mar. Bandos de macacos de outras ilhas, além dos grupos do continente, em Takasakiyama, também começaram a lavar suas batatas-doces. Assim, quando um certo número crítico atinge a consciência,
Essa nova consciência pode ser comunicada de uma mente a outra.
O número exato pode variar, mas o Fenômeno do Centésimo Macaco significa que, quando só um número limitado de pessoas conhece um caminho novo, ele permanece como patrimônio da consciência dessas pessoas. Mas há um ponto em que, se mais uma pessoa se sintoniza com a nova percepção, o campo se alarga de modo que essa percepção é captada por quase todos!

Você pode ser o centésimo macaco!

Essa experiência nos proporciona uma reflexão sobre a direção de nossos pensamentos.
 
De certo modo, já sabemos que para onde vai o nosso pensamento segue a nossa energia. 
 
Grupos pensando e agindo numa mesma freqüência em várias partes do Planeta têm as mesmas sensações e acabam fazendo as mesmas coisas sem nunca terem se comunicado.
 
Isso vale tanto para aqueles que praticam o bem como para aqueles que usam de suas faculdades para o mal.
 
O acréscimo de energia, neste caso, pode ser aquela que você está enviando com o seu pensamento sintonizado na freqüência do crime noticiado que gera comoção geral.
 
Parece coincidência, mas sempre que um crime choca e comove multidões, de imediato outros fatos semelhantes pipocam em diversos lugares.
 
Será isso o efeito do centésimo macaco às avessas?
 
Ao invés de indignar-se diante do crime noticiado, direcionando inconscientemente seu pensamento e sua energia para essas pessoas ou grupos que se aproveitam dessa energia toda para materializar mais crimes, neutralize com pensamentos conscientes de amor e perdão. 
 
Mude de canal na TV, vire a página do jornal, saia da freqüência e não alimente ainda mais a insanidade daqueles que tendem para o crime, e, também, daqueles que lucram com as desgraças alheias.
  São todos igualmente insanos, tanto aquele que pratica o crime quanto aquele esbraveja palavrões de indignação por horas diante das câmeras, criando comoção e levantando a energia que se materializará nas mãos daquele que está com a arma já engatilhada.

Gerar material para construir um mundo melhor não requer tanto de grandes ações, quanto essencialmente grandes blocos de consciência.
 
É preciso que mais gente se sintonize na freqüência e coloque aquele acréscimo de energia que pode gerar uma nova consciência em outros grupos, em outras partes do Planeta. 
  Se cada um de nós dedicarmos alguns minutos todos os dias para meditar, entrando em sintonia com a freqüência do amor, basta para mudar muitas coisas desagradáveis acontecendo em nosso Planeta e criar uma nova consciência.
Seja você também um centésimo macaco para o bem!
 
Paz !   

  
Roberto Nogueira   

sábado, 14 de maio de 2011

Outro vídeo de arrepiar.

não deixe de ver.

Aqui : http://www.youtube.com/watch?v=gf3R_6KDf00&feature=related

I...M...P...R...E...S...S...I...O...N...A...N...T...E.

Não há como não admirar.


See here: http://www.youtube.com/watch?v=8ADvp6fkMyQ

Uai tchê, é Minas Gerais em maio.

Tchê não sou de ir muito em igreja, porém neste caso a situação praticamente obrigava, pois não há como visitar as cidades de São João del Rei e Tiradentes em Minas Gerais e não visitar as igrejas que lá estão, afinal de contas além da antiguidade, (cerca de 3 séculos de história), todas apresentam uma beleza indescritível, na sua arquitetura, nos adornos, nos trabalhos esculpidos e entalhados com tamanha perfeição que realmente deixa sem palavras qualquer grande conhecedor de obras de arte (o que não é o meu caso).
O Estado de Minas Gerais é riquíssimo em arte, cultura e História e não pode deixar de ser visitado por qualquer pessoa que sinta-se atraído por turismo histórico, afinal de contas em todo canto naquela terra se respira História.
Como diz um amigo meu, goiano, a respeito de Minas Gerais, "Daqui tiraram o ouro mas deixaram uma riqueza muito maior, o Turismo e a História".

Absolutamente tudo em Minas Gerais merece uma parada para ser visitado, acertadamente com a tradicional calma e tranquilidade mineira, descobri que por lá, a correria deve ser deixada de lado.

Detalhe, visitei de uma forma "pinga fogo" apenas duas das diversas cidades mineiras que possuem grande atrativo histórico e cultural e que estavam no caminho, porém posso assegurar que tive a oportunidade de ver enorme riqueza em cada cidade pelas quais passamos e principalmente valores imateriais como a simplicidade, o carisma e a cativante hospitalidade do povo mineiro, além é claro de sua culinária riquíssima e sem igual, capazes de deixar qualquer visitante com a sensação de quero mais.
Abaixo estão postadas algumas fotos que irão com certeza mostrar uma pequena parcela daquela beleza toda.

O agradecimento especial vai ao amigo Rogério Barbarecso pelo convite e companhia nesta viagem.
Alambique de Cachaça - Serrania - MG

Calçamento feito por escravos - Tiradentes - MG

Casario e Serra ao fundo - Tiradentes - MG

Castelinho Medieval na Praça central de Serrania - MG

Serrania - MG

Chafariz São José - Tiradentes - MG

Igreja de Santo Antônio - Tiradentes - MG

Igreja de Santo Antônio - Tiradentes - MG

Igreja de São Francisco - São João Del Rei - MG

Igreja de São Francisco - São João Del Rei - MG

Igreja de São Francisco - São João Del Rei - MG

Igreja de São Francisco - São João Del Rei - MG

Igreja de São Francisco - São João Del Rei - MG

Igreja de São Francisco - São João Del Rei - MG

Igreja de São Francisco - São João Del Rei - MG

Igreja Nossa Senhora do Carmo - São João Del Rei - MG

Igreja Nossa Senhora do Carmo - São João Del Rei - MG

Igreja Nossa Senhora do Carmo - São João Del Rei - MG

Igreja Nossa Senhora do Carmo - São João Del Rei - MG

Igreja Nossa Senhora do Carmo - São João Del Rei - MG

Igreja N. Senhora do Pilar - São João del Rei - MG

Igreja N. Senhora do Pilar - São João del Rei - MG

Igreja N. Senhora do Rosário - São João del Rei - MG

Largo do Rosário - São João Del Rei - MG

Largo do Rosário - São João Del Rei - MG

Maria Fumaça - Tiradentes - MG

Pequeno cafezeiro carregado - Serrania - MG

Relógio do Sol - Tiradentes - MG

Solar dos Neves - São João Del Rei - MG

Talento ao vivo - Tiradentes - MG

Homenagem da cidade de Três Corações, MG ao seu ilustre filho Edson Arantes do Nascimento - Pelé - Rei do Futebol

Túmulo de Tancredo de Almeida Neves - Presidente eleito do Brasil - São João Del Rei - MG

Túmulo de Tancredo de Almeida Neves - Presidente eleito do Brasil - São João Del Rei - MG

Igreja N. Senhora do Pilar - São João del Rei - MG

Túmulo de Tancredo de Almeida Neves - Presidente eleito do Brasil, junto com o túmulo de sua esposa Risoleta - São João Del Rei - MG