domingo, 17 de fevereiro de 2013

A inacreditável história da família que ficou 40 anos sem qualquer contato humano

Por em 17.02.2013 as 9:30
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Ainda existem lugares do mundo, além dos pólos, onde não vive ninguém. Grandes áreas da Sibéria, no interminável leste da Rússia, se enquadram neste perfil. Em 1978, uma equipe de geólogos sobrevoava montanhas em um local que o governo soviético sabia nunca ter explorado. A ocupação humana mais próxima estava a 240 quilômetros dali. Sobrevoando um vale, um dos pesquisadores avistou uma clareira, um jardim, e – incrivelmente – uma cabana. Havia uma família morando lá.
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Ninguém sabia como aquilo era possível. A região em questão, que estava sendo explorada, era “próxima” à cidade de Abakan, quase na fronteira com a Mongólia, local onde o helicóptero pretendia pousar. Havia quatro cientistas no veículo, e a informação que os russos deram afirmava que ninguém jamais havia habitado aquela área.
Embora a vontade fosse imediatamente pousar sobre o local e investigar, a tripulação achou que pudesse ser má ideia, temendo pela hostilidade de quem vivesse ali – se é que alguém vivia. Decidiram preparar uma visita para dali a alguns dias, a pé, levando presentes em sinal de intenções amistosas (por precaução, no entanto, levavam uma pistola a tiracolo). Logo os cientistas alcançaram a casa.
Enegrecida pela chuva e pelo tempo, a cabana estava amontoada por todos os lados com galhos e tábuas. A chegada dos viajantes, conforme eles repararam, foi percebida por quem estava lá. A porta rangeu, e segundo uma das pesquisadoras, “a figura de um homem muito velho emergiu à luz do dia”. Descalço, maltrapilho, barbudo e malvestido, o homem hesitou por alguns instantes. Mas permitiu a entrada dos aventureiros. O contato havia começado.

Quem morava lá, afinal?

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Ao entrar na casa, os cientistas viram que o homem não morava sozinho. Havia duas mulheres sentadas em um aposento imundo. Os primeiros minutos de interação foram de estranheza e susto, mas logo a história começou a emergir. O velho chamava-se Karp Lykov, e era um “Velho Crente”. Trata-se de uma seita fundamentalista da Igreja Ortodoxa da Rússia, que foi fundada no século XVII. Como divergiam da religião oficial, foram perseguidos desde muito cedo. A repressão começou no tempo dos czares e continuou no governo soviético.
Em 1936, Karp Lykov perdeu o irmão, assassinado com um tiro, e se viu sem ter mais áreas urbanas para onde fugir. Sem escolha, pegou a esposa e dois filhos pequenos e se embrenhou na floresta. Foram entrando cada vez mais na taiga, explorando áreas completamente desconhecidas pelo homem, morando de cabana em cabana, até chegar ao lugar onde foram encontrados, 42 anos depois.

Uma vida no fim do mundo

Já “exilados”, Lykov e a esposa, Akulina, tiveram mais dois filhos, que cresceram sem ver nenhum ser humano que não fosse membro da família. Tudo o que sabiam sobre o mundo – cidades, pessoas, a sociedade – era apenas as antigas histórias dos pais. Aprenderam a ler com a velha Bíblia que Akulina guardara consigo. De concreto, apenas as paisagens cercadas de neve e o isolamento total.
E como era viver nessas condições? Nada fácil, obviamente. As roupas eram remendadas incontáveis vezes, graças a um tear mecânico que Lykov construiu com madeira da floresta e qeu Akulina tinha que fazer mágica para usar. De metal, a família possuía apenas duas chaleiras, que serviram para cozinhar alimentos por alguns anos, mas quando enferrujaram não houve como as substituir.
À época em que os pesquisadores encontraram os Lykov, a dieta da família eram rústicos pasteis de batata misturados com centeio cru e algumas sementes. No mais, havia algumas frutas e outros vegetais que complementavam as refeições. Por mais inóspita que fosse a região, havia um rio ao lado da casa, que permitia a sobrevivência. Apesar disso, quase morreram de fome várias vezes durante os anos 50, e só tiveram algum conforto quando o filho caçula, Dimitri, ficou grande o bastante para ajudar o pai a caçar.
Vieram os anos 60, e a situação piorou. No inverno de 1961, animais selvagens destruíram as poucas plantações que eles tinham, e a temperatura ficou mais baixa o que nunca. Com as provisões no limite da escassez, Akulina não sobreviveu. Tendo que abrir mão de qualquer alimento para que seus filhos tivessem o que comer, morreu de inanição naquele mesmo ano. Karp Lykov e seus quatro filhos ainda eram vivos em 1978, quando foram encontrados.

Um choque entre dois mundos

Apesar de passar mais de quatro décadas no ostracismo, os Lykov eram menos selvagens do que se pode imaginar. O velho Karp se mostrava interessado e acompanhava as discussões sobre as inovações tecnológicas que os cientistas traziam. O filho, Dimitri, era um construtor de mão cheia, tinha ótimas noções de engenharia – sem jamais ter sido instruído, obviamente – e a família sobreviveu graças à sua inventividade. As duas filhas – Natalia e Savin -, que conversavam entre si em uma distorção ininteligível do idioma russo, apresentavam ideias claras e modernas ao conversar com os cientistas.
No restabelecimento do contato, os cientistas levaram à família deleites da modernidade: pratos, copos, talheres, sal. Karp era um homem de fé. Por convicções religiosas, tentou banir o quanto pôde a modernidade da casa em que viveram. Mas não resistiram, por exemplo, aos encantos da televisão, e ganharam uma de presente. Apesar disso, a família se recusou a se mudar.
Em 1981, apenas três anos depois do reencontro, a tragédia se abateu sobre os Lykov. Em um espaço de poucos dias, Natalia e Savin faleceram por insuficiência renal. Pouco tempo depois, Dimitri encontrou a morte devido a uma pneumonia. Nos túmulos de todos eles, jaz uma cruz com dois braços, símbolo dos Velhos Crentes.
Esta seita, que mudou completamente a vida do velho Karp e o obrigou a escolher o isolamento completo, haveria de determinar seu destino até a hora da morte. Karp Lykov faleceu enquanto dormia no dia 16 e fevereiro de 1988, com idade desconhecida (não há certeza sobre quando nasceu). A única sobrevivente da família agora é Agafia, a filha mais nova, nascida em 1943.
Após a morte dos três filhos, Karp reconstruiu a cabana e continuou morando lá até o fim. E deixou este mundo como viveu nele: longe da civilização, da comunidade, de tudo. Para a história, deixou um impressionante exemplo de resistência. [Smithsonian / Russiapedia]

http://hypescience.com/a-inacreditavel-historia-da-familia-que-ficou-40-anos-sem-qualquer-contato-humano/

Mascar chiclete

Mascar chiclete deixa você 10% mais alerta e impulsiona o pensamento

Por em 4.02.2013 as 15:01
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Segundo um estudo japonês publicado na revista Brain and Cognition, a goma de mascar pode fazer muito bem para o cérebro.
Mascar chiclete pode impulsionar o pensamento e o estado de alerta – o tempo de reação dos mastigadores, de acordo com os pesquisadores, é até 10% mais rápido do que de não mastigadores.

O estudo

Voluntários realizaram tarefas enquanto mastigavam ou não goma de mascar. Seus cérebros foram escaneados para ver quais as áreas estavam ativas nesse período.
Durante os testes de 30 minutos, os participantes pressionaram um botão com o seu polegar da mão direita ou da esquerda, em resposta ao sentido da seta sobre uma tela.
Homens e mulheres que não estavam mastigando chiclete levaram 545 milissegundos (milésimos de segundo) para reagir, em comparação com 493 milissegundos entre os mastigadores. As regiões do cérebro mais ativas durante a mastigação eram as envolvidas com o movimento e a atenção. A pesquisa sugere que até oito áreas do cérebro são afetadas pelo simples ato de mastigar.
Uma teoria para explicar este resultado é que mascar aumenta a excitação e leva a melhorias temporárias no fluxo de sangue para o cérebro.
“Nossos resultados sugerem que a mastigação induziu um aumento do nível de excitação e alerta, além de um efeito sobre o controle motor e, como consequência, estes efeitos podem levar a melhorias no desempenho cognitivo”, concluíram os pesquisadores do Instituto Nacional de Ciências Radiológicas no Japão.

Mais evidências

Um estudo do psicólogo Serge Onyper também já havia sugerido que estudantes que mascam chiclete durante cinco minutos antes de fazer um teste têm notas melhores. Onyper disse que o impulso no desempenho acadêmico era provavelmente devido à “excitação induzida pela mastigação”, que durou, no entanto, apenas cerca de 20 minutos. Mas mascar chiclete durante o teste não era bom, provavelmente porque a mastigação atrapalha o pensamento.
Por fim, vale a pena mencionar que, apesar de mascar chiclete parecer ajudar na concentração e melhorar o desempenho cognitivo, pesquisas apontam que a atitude pode acabar com sua memória de curto prazo.
Estudo da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, descobriu que participantes que mascavam chicletes tinham mais dificuldade para memorizar a ordem de palavras e números de uma determinada lista. No entanto, também descobriram mais dos prováveis benefícios de mascar chiclete: isso pareceu melhorar o raciocínio abstrato dos voluntários do estudo.[DailyMail]

ATIVIDADE

Mesmo contra todas as possibilidades, cá temo nóis, tamo aí na atividade.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

mas baaahhhhhhhhhhhhh tchê !!!!!!!!!!
outra vez?
é quase de não acreditar que chegamos até aqui.
impressionante.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

DIÓS. POR SPINOZA - Tercer quartel del siglo XVII

DEUS SEGUNDO SPINOZA
“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.

Baruch Spinoza (24 de novembro de 1632 - 21 de fevereiro de 1677), filósofo holandês.

domingo, 11 de março de 2012

Endireitando o que ainda resta

Coisa séria.
Agora que já me julgava ter passado do meio, me surgem dois novos desafios gigantes.
O primeiro, vai se chamar Alice e nasce em junho, e o segundo, nem bem terminada a graduação em História, (formatura em 24/03) já iniciado o curso de Direito, o qual sempre me chamou a atenção.
Vamos ver até onde aguentamos a pancadaria.
kkkkkkkkkkkkkkkk

Coisa Fina;
tô amando ver minha esposa grávida e também ter que ir pra aula novamente, toooodo dia.

domingo, 10 de julho de 2011

Além do Meio.

Passando adiante
Além do meio
Caminhando para o fim
do dia, da noite da vida.
É assim
Sem poder algum
de alterar o resultado
Vagando solitário
por um caminho
o qual ninguém
pode interferir.